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A noite em que Estevão roubou a cena no Maracanã

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Brasil vence Chile por 3 a 0 com festa no Maracanã em jogo realizado nesta quinta(4) em partida válida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026

O Maracanã estava em festa. Mais de 57 mil vozes cantaram, vibraram e até arriscaram uns passinhos quando Ivete Sangalo, antes mesmo da bola rolar, transformou o estádio em micareta. Mas quando a bola começou a correr, a trilha sonora mudou: foi o barulho da arquibancada embalando uma Seleção Brasileira já classificada, mas com vontade de mostrar serviço. E, nessa orquestra, um nome ecoou mais forte: Estevão.

O garoto não só marcou seu primeiro gol com a camisa da Amarelinha, como fez isso com estilo — quase sobre a linha, de meia bicicleta, daquelas que a gente guarda na memória como replay eterno. O estádio veio abaixo. Quem estava lá vai poder contar: “Eu vi o Estevão marcar seu primeiro gol pela Seleção, e foi no Maracanã”.

O jogo teve cara de festa desde o início. Gabriel Magalhães quase marcou de cabeça logo aos dois minutos, Casemiro balançou as redes em seguida, mas o VAR estragou a comemoração. O Brasil sufocava o Chile, e parecia questão de tempo. E foi: aos 37 minutos, Raphinha arriscou, o goleiro rebateu e lá estava o menino Estevão, pronto para colocar seu nome no placar.

Depois do gol, parecia que todo mundo queria dar sua contribuição à festa. Martinelli quase fez o dele, o próprio Estevão voltou a assustar, e a torcida já tratava o garoto como novo xodó.

No intervalo, emoção extra: campeões do mundo de 1958, 62, 70, 94 e 2002 foram homenageados no gramado. Um verdadeiro abraço da história à juventude que promete escrever novos capítulos.

Na etapa final, a Seleção não tirou o pé. Estevão até teve mais uma chance logo no primeiro minuto, mas desperdiçou. Nada que apagasse o brilho da sua estreia goleadora. Carlo Ancelotti mexeu no time, e o Brasil seguiu com gás. Paquetá entrou e, com 40 segundos em campo, já deixou o dele de cabeça. Bruno Guimarães fechou a conta pouco depois, aproveitando sobra de chute no travessão de Luiz Henrique.

No fim, 3 a 0, festa completa, clima de confiança e, principalmente, a sensação de que o futuro chegou. Estevão, com apenas 18 anos, parece ter encontrado sua noite de batismo no templo do futebol brasileiro.

O próximo capítulo já está marcado: terça-feira, contra a Bolívia, em El Alto, com aquele desafio extra da altitude. Mas, se depender da confiança que este time mostrou no Maracanã, a Seleção chega com fôlego.

E o torcedor já sabe: os olhos agora sempre vão procurar o camisa de sorriso largo e pernas rápidas. O nome dele? Estevão.

Por Alvin Wolf / Foto: Rafael Ribeiro/ CBF

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