Editorial

A PEC da Impunidade e o risco de criarmos intocáveis no Brasil

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Há momentos na história de um país em que é preciso parar tudo e refletir: para onde estamos indo? A recente aprovação da chamada “PEC da Impunidade” é um desses momentos. Se confirmada, esta proposta cria um perigoso precedente: políticos julgando políticos, num sistema que praticamente garante que a punição pelos crimes de corrupção continue sendo uma exceção, não a regra.

O Brasil já sofre com a sensação generalizada de que “o crime compensa” quando se trata de quem ocupa o poder. Agora, com esta PEC, corremos o risco de institucionalizar a impunidade. A mensagem é clara: existe uma casta de pessoas que poderá estar acima da lei, blindada contra qualquer tentativa de responsabilização.

E não nos enganemos: o Congresso Nacional que aprovou esta proposta é considerado por muitos analistas como um dos piores de todos os tempos. Cheio de escândalos, investigações e troca de favores, parece mais preocupado em proteger a si mesmo do que em representar o povo.

É justamente por isso que precisamos lembrar do poder que temos nas mãos: o voto. É a única arma capaz de mudar esse estado de coisas, de renovar o Congresso, de exigir políticos comprometidos com ética e transparência.

Se cruzarmos os braços agora, amanhã poderá ser tarde demais. Uma democracia só sobrevive quando todos são iguais perante a lei. Não podemos permitir que se crie uma elite política intocável, blindada contra as consequências de seus atos.

Pense nisso. Reflita. E, nas próximas eleições, faça valer sua voz.

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