Saúde

Agosto Dourado: mês do aleitamento materno reforça a importância da amamentação

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Profissional alerta sobre o acolhimento das mães que enfrentam dificuldades nessa fase

O mês de agosto é marcado pelo estímulo e esclarecimento de dúvidas sobre a importância da amamentação, reforçada com a Semana do Aleitamento Materno, uma campanha global promovida pela Organização Mundial da Saúde, que acontece entre os dias 1 e 7 de agosto.

O tema desse ano é “Priorize a Amamentação: crie sistemas de apoio sustentáveis” e tem como objetivo reforçar que a amamentação não é só essencial para a saúde, mas também uma escolha sustentável, diminuindo o desperdício e o impacto ambiental gerados pela alimentação artificial.

Para a consultora de amamentação e fonoaudióloga, Mayra de Paula, a data é muito importante para reforçar os benefícios do leite materno para a saúde do bebê, mas também para desconstruir os mitos sobre o tema. “Ainda é muito comum dúvidas sobre a qualidade do leite materno, se a quantidade de produção é suficiente para o bebê, se há necessidade de complemento líquido ou como continuar amamentar mesmo após a licença maternidade. Portanto, é fundamental esclarecer essas questões para que a amamentação seja segura e prazerosa para a mãe e a criança”, ressalta Mayra.

Mayra de Paula é consultora de amamentação e fonoaudióloga de bebês

A especialista alerta sobre a necessidade de um olhar acolhedor com as mamães, que muitas vezes passam por momentos de fragilidade. “Muitas mães enfrentam barreiras físicas, emocionais, sociaise culturais durante o processo de amamentação, como dor e fissuras nos seios, falta de apoio no ambiente de trabalho, cobranças familiares e exaustão física. Esses fatores prejudicam a relação com o recém-nascido e o processo de amamentação. Desconstruir mitos e oferecer apoio físico e emocional são medidas urgentes para garantir que mais mães consigam amamentar com segurança e tranquilidade”, reforça.

No Brasil, a prevalência do aleitamento materno exclusivo em crianças menores de seis meses era de 3% em 1986, em 2021 esse índice saltou para 45,8%, segundo dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil, e a meta é alcançar os 70% até 2030.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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