Dérbi 211: Toró decide, Ponte cala o Brinco e Guarani sai vaiado
Sábado à noite, Brinco de Ouro lotado, mais de 19 mil pessoas empurrando o Guarani no Dérbi 211. A atmosfera era elétrica, daquelas que só Campinas sabe produzir. Clássico é clássico, e aqui não tem ensaio: é suor, é grito, é coração batendo fora do peito.
O jogo
Dentro de campo, a Ponte Preta tratou de mostrar que estava viva. Depois de um primeiro tempo brigado, com chances lá e cá, o jogo parecia caminhar para o intervalo zerado. Mas, aos 44 minutos, Jonas Toró aproveitou a sobra dentro da área e mandou para a rede. O silêncio tomou conta do Brinco — silêncio pesado, daqueles que machucam.
A arquibancada
E se em campo a Ponte fazia a festa, foi a torcida bugrina que segurou a chama do dérbi enquanto acreditava. Só tinha verde e branco nas arquibancadas, e o grito não parava: cada torcedor empurrava o time na base da voz e da esperança. Era a força de um Brinco cheio tentando mudar o destino da partida.
Confusão e susto nas arquibancadas
Antes disso, porém, o clima nas arquibancadas era de tensão. Uma confusão generalizada na cabeceira sul parou o dérbi por cerca de sete minutos ge+1. No meio do tumulto, o torcedor bugrino Luan Cerqueira, de 29 anos, caiu no fosso que divide setores do estádio. Sua mãe desmentiu qualquer teoria de que ele fosse um infiltrado da torcida rival — ele estava lá para torcer pelo Guarani.
O que fica
Fim de jogo: 1 a 0 para a Ponte, que larga bem no quadrangular da Série C. Do lado bugrino, sobrou frustração. Depois do apito final, a arquibancada que tanto cantou virou coro de vaias. O Guarani saiu de campo com um recado claro: dérbi não se perde impunemente.
Galeria de Fotos por Álvaro Jr.








































