Palmeiras transforma o Allianz em caldeirão rumo à final da Libertadores
Sob o comando de Abel Ferreira, o Verdão venceu a LDU Quito e contou com a vibração da torcida e o protagonismo de Allan
O Allianz Parque viveu uma daquelas noites que entram para a história. O Palmeiras venceu a LDU Quito e carimbou seu passaporte para a final da Copa Libertadores. A torcida lotou cada espaço do estádio, cantou sem parar e fez o ambiente transbordar energia desde o aquecimento até o apito final.

Abel Ferreira já havia avisado na véspera: “Noventa minutos no Allianz é muito tempo.” A frase parecia um aviso, mas virou profecia. O time entrou em campo com postura agressiva, intensidade e foco absoluto. A cada investida, o Allianz respondia com um rugido coletivo, um empurrão invisível que parecia carregar a bola até o gol.
O primeiro gol foi o combustível para a virada. O segundo, a confirmação de que o Palmeiras estava disposto a tudo. Quando o terceiro saiu, o estádio virou pura catarse. O torcedor vibrava como se cada chute fosse dele, como se cada dividida valesse o coração inteiro.

No meio de tanta emoção, Allan brilhou. O meio-campista, cada vez mais importante para Abel, foi o símbolo da entrega. Incansável, conduziu o time com inteligência e intensidade, recuperando bolas, distribuindo passes e inflamando o grupo. Foi dele o lance que iniciou a jogada do gol que consolidou a vitória. Nos microfones depois do jogo, o volante resumiu o sentimento da noite: “A gente sabia que dava. O Allianz empurra, e a torcida fez a diferença.”
Abel, fiel ao seu estilo, viveu cada segundo à beira do campo. Gritava, gesticulava, orientava. Aplaudiu Allan em uma das substituições e, ao final, agradeceu à torcida com o olhar de quem sabe o que significa vencer uma noite dessas.

O Allianz ficou pequeno para tanta emoção. A torcida deixou o estádio com a certeza de que assistiu a algo maior do que um jogo: viu um time que acredita, um técnico que inspira e um grupo que se recusa a desistir. O Palmeiras segue para a final da Libertadores carregando não apenas a vitória, mas o sentimento de que, em sua casa, noventa minutos realmente podem mudar tudo.
Fotos: César Greco

