Dia Mundial do Ballet: em Campinas, projeto Cisne Negro transforma vidas por meio da dança
Iniciativa contribui para a formação artística e pessoal de meninas e mulheres; professora Daniela Fortunato começou como aluna e hoje ensina novas gerações
Celebrado em 29 de outubro, o Dia Mundial do Ballet destaca a importância da dança para a formação artística, o desenvolvimento pessoal e a valorização da cultura. Em Campinas, o Projeto Cisne Negro é um exemplo de como o ensino do ballet pode ampliar oportunidades, fortalecer a autoestima e transformar trajetórias. A iniciativa conta com apoio do Instituto CPFL.
Além do aprendizado técnico, a prática do ballet estimula disciplina, concentração, coordenação motora e trabalho em grupo. Para meninas e mulheres, o contato com a dança também pode representar uma oportunidade de desenvolver a autoconfiança, construir vínculos e descobrir novas possibilidades pessoais e profissionais.
Uma das histórias que ilustram esse percurso é a da professora Daniela Fortunato. Ela começou a estudar ballet aos 7 anos e, anos depois, retornou ao projeto como educadora. Com mais de duas décadas de dedicação à dança, hoje compartilha sua experiência com novas gerações de bailarinos.
Daniela ingressou na formação da Royal Academy of Dance em 2005, sendo aprovada nos exames Intermediate, Advanced Foundation e Advanced 1. Em 2020, concluiu o Certificate in Ballet Teaching Studies (CBTS), voltado à formação de professores de ballet. Também é graduada em Educação Física pela Faculdade de Americana (FAM).
Sua formação inclui aulas e cursos com profissionais como Áurea Hammerli, Boris Storojkov, Cecília Kerche, Laura Alonso e Toshie Kobayashi. Entre 2010 e 2015, estudou na Steps on Broadway, em Nova York, ampliando seus conhecimentos técnicos e artísticos.
A experiência como aluna influencia sua atuação como professora. Para Daniela, a dança contribui não apenas para a formação artística, mas também para o desenvolvimento de habilidades que podem ser aplicadas em diferentes áreas da vida.
“A dança abriu portas e me ensinou valores que levo para todas as áreas. Hoje, poder compartilhar esse conhecimento com crianças e jovens é uma forma de retribuir tudo o que recebi ao longo desses anos”, afirma.
Ballet como instrumento de formação
A trajetória de Daniela evidencia a importância de iniciativas que mantêm o ensino da dança acessível e estimulam a continuidade da formação artística. Ao possibilitar que alunas desenvolvam habilidades e ampliem seus horizontes, projetos como o Cisne Negro contribuem para fortalecer a presença do ballet na vida cultural de Campinas.
No Dia Mundial do Ballet, a história do projeto reforça o papel da dança como instrumento de aprendizado, expressão e desenvolvimento, com impactos que podem ultrapassar os palcos e acompanhar as alunas ao longo da vida.

