Saúde

Estudo em Indaiatuba testa estratégias de prevenção do suicídio

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SAVE Study acompanha pacientes atendidos em situação de crise e compara diferentes formas de intervenção em serviços de urgência e emergência

Um estudo realizado em Indaiatuba está avaliando diferentes estratégias de prevenção do suicídio entre pacientes atendidos em situação de crise. Batizada de SAVE Study, a pesquisa envolve serviços de saúde do município e instituições brasileiras e internacionais dedicadas à saúde mental.

O trabalho é voltado a pacientes a partir dos 14 anos que apresentem alto risco de comportamento suicida e sejam atendidos nos serviços de urgência e emergência. Os participantes são acompanhados durante 12 meses após o primeiro atendimento.

A pesquisa pretende comparar três estratégias. Um grupo recebe o tratamento habitual otimizado oferecido pelos serviços de saúde. Outro associa esse atendimento à escetamina, medicamento estudado por sua ação rápida sobre sintomas relacionados à crise suicida. A terceira abordagem acrescenta ao tratamento um Plano de Resposta à Crise.

Plano busca identificar sinais de alerta

O Plano de Resposta à Crise é uma intervenção não farmacológica construída com o próprio paciente. A proposta é identificar sinais de alerta, estabelecer estratégias de enfrentamento e definir pessoas e serviços que podem ser procurados quando houver agravamento da crise.

Ao comparar as diferentes abordagens, os pesquisadores pretendem avaliar fatores como ocorrência de novas crises, evolução dos sintomas de depressão e ansiedade, qualidade de vida, efeitos adversos e custo-efetividade das intervenções.

Também serão analisados aspectos psicopatológicos, biológicos e socioeconômicos que possam ajudar a compreender por que determinados pacientes respondem melhor a uma estratégia do que a outra.

Pesquisa envolve instituições brasileiras e internacionais

O SAVE Study é gerenciado pelo Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e desenvolvido em parceria com a rede municipal de saúde de Indaiatuba.

Professores e estudantes de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX) participam de etapas como seleção dos participantes, coleta de informações e aplicação das intervenções previstas no protocolo.

A pesquisa também conta com colaboração de especialistas vinculados a instituições internacionais, entre elas as universidades de Yale e Vermont, nos Estados Unidos.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A expectativa é que os resultados produzam evidências que possam contribuir para aperfeiçoar o atendimento de pessoas em crise e subsidiar futuras estratégias de saúde pública voltadas à prevenção do suicídio.