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Kimi Antonelli faz história na F1 e música de Lula surpreende na festa do GP do México

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Italiano da Mercedes conquista seu primeiro título mundial aos 20 anos; Verstappen vence a corrida, Hamilton fica em segundo e comemoração tem surpresa para os brasileiros.

Aos 20 anos, Andrea Kimi Antonelli conquistou seu primeiro título mundial de Fórmula 1 no Grande Prêmio do México, disputado no domingo (1º). O italiano da Mercedes terminou a corrida em terceiro lugar, resultado suficiente para garantir matematicamente o campeonato e se tornar o campeão mais jovem da história da categoria. A etapa mexicana também chamou a atenção dos brasileiros por uma curiosidade musical durante a comemoração.

Verstappen vence corrida no México

A vitória no Autódromo Hermanos Rodríguez ficou com Max Verstappen, da Red Bull, que resistiu à pressão de Lewis Hamilton, da Ferrari, nas voltas finais. O britânico cruzou a linha de chegada em segundo lugar, enquanto Antonelli completou o pódio.

A corrida teve momentos de tensão, incluindo uma interrupção com bandeira vermelha após um acidente de Valtteri Bottas. Nas voltas finais, uma intervenção do safety car voltou a aproximar os competidores, mas Verstappen conseguiu manter a liderança até a bandeirada.

Para Antonelli, a terceira posição teve um significado maior que a vitória na prova. O resultado confirmou uma campanha que lhe permitiu assegurar o campeonato ainda antes do encerramento da temporada.

Música de Lula chama atenção na comemoração

Após o término da corrida, enquanto os torcedores entravam na pista para acompanhar a cerimônia do pódio, uma melodia conhecida dos brasileiros foi ouvida no Autódromo Hermanos Rodríguez.

Era o refrão “Olê, olê, olê, olá”, popularizado no Brasil pelas campanhas eleitorais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A música surpreendeu espectadores que acompanhavam a transmissão e repercutiu nas redes sociais, acrescentando um episódio curioso à festa do GP do México.

O campeão mais jovem da história

Aos 20 anos, Antonelli superou o recorde de precocidade de Sebastian Vettel, que havia conquistado seu primeiro campeonato mundial em 2010, aos 23 anos.

O título também encerrou um jejum de 73 anos para a Itália. O último piloto do país a vencer o Mundial de Fórmula 1 havia sido Alberto Ascari, em 1953, pela Ferrari.

Antonelli alcançou o feito em sua segunda temporada na categoria, depois de uma campanha marcada pela regularidade e pela capacidade de enfrentar adversários com muito mais experiência.

A conquista recebeu elogios de pilotos que conhecem de perto a dificuldade de disputar um campeonato mundial.

Lando Norris, campeão de 2025, resumiu a impressão deixada pelo italiano com uma frase contundente: “Ele fez todos os outros parecerem bobos”. O britânico destacou a maneira como Antonelli conseguiu compreender o comportamento do carro da Mercedes e aproveitar seu potencial ao longo da temporada.

Verstappen elogiou a maturidade do novo campeão e sua capacidade de evitar erros. Hamilton, sete vezes campeão mundial, considerou especial dividir o pódio com Antonelli justamente no dia da conquista de seu primeiro título.

O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, também celebrou o resultado. Ele conhece Antonelli desde os 10 ou 11 anos, quando ambos participavam de competições nas categorias de base.

Bortoleto destacou a capacidade do italiano de suportar a pressão de disputar o campeonato contra pilotos experientes e manifestou o desejo de enfrentar o antigo companheiro em futuras disputas pelo título mundial.

Ao subir ao pódio no México ao lado de Verstappen e Hamilton, Antonelli reuniu em uma única imagem o passado recente e o futuro da Fórmula 1. Desta vez, porém, o jovem italiano já estava entre os campeões mundiais.