Saúde

Leite de caixinha tem conservante? A ciência responde mitos e fake news sobre o alimento

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O leite de caixinha, presente em mais de 90% dos lares brasileiros, é um dos alimentos mais consumidos no país. Mas, junto com sua popularidade, surgem boatos: afinal, ele tem conservantes? Leva formol ou outras substâncias químicas? A resposta da ciência é clara: não.

Não tem conservante nem formol

Diferente do que circula em vídeos nas redes sociais, o leite UHT (Ultra High Temperature), conhecido como leite de caixinha ou longa vida, não contém conservantes.
A durabilidade de até seis meses fora da geladeira vem da tecnologia empregada em seu processamento e na embalagem.

“O tratamento térmico aplicado ao leite UHT, aliado ao envase asséptico e à embalagem cartonada de seis camadas, dispensa completamente o uso de conservantes”, explica a nutricionista Dra. Carolina Pimentel, PhD e Diretora Científica.

Além disso, a legislação brasileira proíbe a adição de conservantes ao leite, e qualquer prática nesse sentido é considerada fraude, sujeita a rigorosa fiscalização do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) e da Anvisa.

Como funciona a tecnologia do leite longa vida

O leite UHT passa por um aquecimento rápido, entre 130°C e 150°C por apenas 2 a 4 segundos, eliminando microrganismos que poderiam comprometer sua qualidade. Depois, é envasado em ambiente estéril e acondicionado em caixinhas com seis camadas de proteção, que barram oxigênio, luz e umidade.

Assim, o produto mantém cor, sabor e valor nutricional equivalentes ao leite pasteurizado, que tem validade de apenas 7 dias sob refrigeração.

Nutrição garantida

Ao contrário do que se diz por aí, o leite de caixinha não perde nutrientes no processo de aquecimento. Relatório conjunto da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e da OMS (Organização Mundial da Saúde) confirma que ele preserva proteínas, cálcio e demais nutrientes importantes.

“Há boatos de que o leite UHT, por ser aquecido a altas temperaturas, se torna um produto sem valor nutricional. Isso é um grande mito”, reforça Sueli Longo, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

Entre os benefícios do consumo de leite estão:

  • fortalecimento dos ossos e dentes;
  • prevenção de osteopenia e osteoporose;
  • redução do risco de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade;
  • prevenção da perda de massa muscular em idosos.

Intolerância não é impedimento

Apenas pessoas com alergia à proteína do leite (APLV) precisam cortar o consumo. Intolerantes à lactose podem optar por versões sem lactose ou até consumir pequenas quantidades do leite comum, já que, segundo estudos, a maioria tolera até 12g de lactose por dia.

Combate à desinformação

Casos antigos de fraude, ocorridos há mais de 10 anos, ainda são usados em redes sociais como se fossem realidade atual. Mas eles não representam a produção brasileira de hoje, que é rigidamente fiscalizada.

“Não podemos deixar que leigos difundam inverdades sobre um dos alimentos mais importantes da nossa dieta”, alerta Nilson Muniz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Lácteos Longa Vida (ABLV).

Movimento “A Vida Pede Leite”

Para esclarecer dúvidas e combater as fake news, o movimento A Vida Pede Leite reúne especialistas e sociedades médicas para divulgar informações baseadas em ciência. Em parceria com a ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), a SBAN e a Associação Médica Brasileira (AMB), lançou o minidocumentário “Dia Mundial do Leite”, disponível no YouTube (assista aqui).

“O leite é um alimento acessível, seguro e com papel fundamental em uma dieta equilibrada e saudável. Mitos e fake news não podem afastar as pessoas de um produto tão importante para a saúde. Só deveria ser restrito a quem tem alergia””, conclui Sueli Longo, da SBAN.

Fonte: Assessoria de Imprensa / Foto: geração por IA

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