Campinas chega a 24 microflorestas urbanas e supera 31 mil mudas plantadas
Programa amplia áreas de vegetação nativa em Campinas e prevê chegar a 200 microflorestas; modelo também é acompanhado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente.
Campinas chegou a 24 microflorestas urbanas e ultrapassou a marca de 31 mil mudas plantadas. A unidade mais recente foi implantada na avenida Orosimbo Maia e recebeu 1.425 mudas cultivadas no Viveiro Municipal Otávio Tisseli Filho.
As microflorestas são formadas por conjuntos de árvores mais densos do que os encontrados na arborização urbana convencional. O objetivo é criar pequenos núcleos de vegetação em espaços públicos, contribuindo para ampliar a cobertura vegetal e melhorar as condições ambientais da cidade.
O modelo adotado em Campinas prevê espaçamento aproximado de um metro entre as mudas e combina espécies de crescimento mais rápido com outras destinadas a garantir diversidade e sucessão da vegetação. As árvores utilizadas devem ser nativas da região, com espécies da Mata Atlântica e do Cerrado.
Entre as espécies previstas estão peroba-rosa, jequitibá, pau-brasil, jatobá, ipês, paineiras e quaresmeiras. O plantio também inclui árvores como pitangueira, araçá, ingá e cereja-do-rio-grande, que podem fornecer alimento para a fauna.
Vegetação para reduzir os efeitos do calor
A legislação que regulamenta as microflorestas estabelece entre os objetivos a melhoria do microclima, com aumento de sombra, umidade e frescor, além da criação de áreas de alimentação, abrigo e nidificação para animais.
A escolha dos locais também deve considerar critérios ambientais. A lei determina prioridade para regiões classificadas como de muito alto risco para ondas de calor, áreas previstas para conectividade ambiental e regiões com menor arborização.
Além de praças e parques, as microflorestas podem ocupar bosques, rotatórias e canteiros centrais ou laterais de vias públicas, respeitando as características e limitações técnicas de cada área.
Meta é chegar a 200 microflorestas
O programa avançou desde sua implantação. Quando Campinas chegou à 20ª microfloresta, eram aproximadamente 22,5 mil árvores. Com quatro novas áreas, o número de mudas já ultrapassou 31 mil.
A meta anunciada pela Prefeitura é chegar a 200 microflorestas em até quatro anos. Empresas, associações de bairro e entidades da sociedade civil também podem participar da implantação ou manutenção das áreas por meio do Programa de Adoção das Microflorestas Urbanas.
Modelo também é acompanhado pelo Comdema
A implantação das microflorestas também entrou na pauta do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Campinas (Comdema). Em reunião do órgão, conselheiros manifestaram preocupação com aspectos como a proximidade entre as mudas, a manutenção das áreas, os critérios técnicos da arborização e a participação da sociedade civil na definição dos locais.
Como encaminhamento, o conselho decidiu buscar articulação com o Departamento de Parques e Jardins para discutir aspectos técnicos, participação social e protocolos utilizados no programa.
A regulamentação municipal prevê responsabilidades tanto para o poder público quanto para eventuais adotantes. Cabe ao município definir diretrizes, analisar projetos e fiscalizar sua implantação. Nos casos de adoção, a conservação e a manutenção da microfloresta também integram as obrigações estabelecidas no programa.
Com 24 unidades implantadas e a perspectiva de chegar a 200, as microflorestas passam a ocupar espaço crescente na política de arborização de Campinas. A expansão deverá ser acompanhada pela implantação de novas áreas e pela manutenção das que já começaram a fazer parte da paisagem urbana.
Foto: Fernanda Sunega/Prefeitura de Campinas

