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Região de Campinas registra queda de 70% nos focos de calor em agosto

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Número de ocorrências caiu de 122 para 36 em um ano; Estado de São Paulo também teve o menor registro para agosto desde 1998

A Região de Campinas registrou 36 focos de calor em agosto de 2026, contra 122 no mesmo mês do ano passado. A redução foi de 70,5%, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

A queda também foi observada no conjunto do Estado de São Paulo. Foram registrados 171 focos no mês, o menor número para agosto desde o início da série histórica, em 1998. Até então, a menor marca havia ocorrido em 2022, com 315 registros. Já em agosto de 2024, o Estado chegou a 3.612 focos, o maior número da série.

Os dados mostram uma mudança significativa em relação aos últimos anos, mas precisam ser interpretados com cuidado. Foco de calor não é sinônimo de incêndio.

O que são os focos de calor

Os focos são identificados por satélites a partir de anomalias térmicas na superfície. A detecção permite localizar áreas que podem estar relacionadas à ocorrência de fogo e ajuda a direcionar o monitoramento e a fiscalização.

Uma anomalia térmica, porém, pode ter outras origens. Uma queima prescrita, por exemplo, também pode ser detectada pelo sistema. Por isso, os registros do BDQueimadas funcionam como indicadores de alerta e precisam ser associados a outras informações e, quando necessário, à verificação em campo.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil), chuvas acima do habitual contribuíram para a redução registrada em agosto. A pasta também relaciona o resultado às ações de prevenção, monitoramento e fiscalização realizadas durante a temporada de estiagem.

Apesar dos números menores, o período de atenção ainda não terminou. A fase mais crítica da operação estadual durante a estiagem começou em julho e segue até outubro.

Incêndios em áreas protegidas também diminuíram

Outro indicador apresentado no levantamento ajuda a diferenciar focos detectados por satélite de incêndios efetivamente constatados. Nas Unidades de Conservação administradas pela Fundação Florestal, foram identificados 31 incêndios em agosto deste ano, contra 39 no mesmo mês de 2025, redução de 20,5%.

Em 2025, essas áreas já haviam registrado queda de 50% no número de incêndios e de 91% na extensão atingida pelo fogo na comparação com 2024. Entre as medidas preventivas utilizadas estão a manutenção de aceiros — faixas de terreno destinadas a dificultar a propagação das chamas — e as queimadas prescritas, realizadas de maneira planejada como parte do Manejo Integrado do Fogo.

A redução registrada em agosto, portanto, reúne dois indicadores distintos: menos focos de calor detectados por satélite e menos incêndios confirmados nas Unidades de Conservação estaduais. No caso da Região de Campinas, o dado disponível mostra que os focos passaram de 122 para 36 em um ano.