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Wagner Romão presta homenagem a mulheres que contribuíram para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária

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Por iniciativa do vereador Wagner Romão (PT), a Câmara Municipal de Campinas concede o Diploma “Laudelina Campos Mello” para Vanda Russo e Terezinha de Fátima Carneiro da Silva.

A honraria é uma forma de reconhecer e celebrar o trabalho incansável de Vanda e Terezinha, que, por meio de suas ações e liderança, têm transformado a vida de muitas mulheres e contribuído para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Elas são exemplos de coragem, resiliência e determinação.

A Reunião Solene será marcada para terça-feira (28), às 19h30 no Plenário “José Maria Matosinho”, localizado na Avenida Engenheiro Roberto Mange, 66, Ponte Preta, e será transmitido ao vivo pela TV Câmara Campinas, com retransmissão pelas redes sociais da Câmara e pelo canal oficial no YouTube.

Homenageadas

Vanda Russo

Vanda, é formada em Ciências Sociais e aposentada pela Unicamp. Iniciou sua militância junto às Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), especialmente na unidade da Vila Costa e Silva, onde cresceu. Ainda muito jovem cuidava de crianças para as mães da comunidade poderem trabalhar fora e garantir o sustento da família. Fez parte do Grupo de Mulheres na Periferia desde os anos 80. Em 1989, foi eleita vereadora pelo PT, para a Câmara Municipal de Campinas. Entre seus principais projetos estão o substitutivo total aos projetos do “Conselho Municipal dos Direitos da Mulher” e o do “Abrigo de Mulheres que sofrem violência Doméstica”.

No Conselho Municipal dos Direitos da Mulher foi por duas vezes presidenta, sendo que na sua segunda gestão participou da mudança da lei do Conselho Municipal Das Mulheres de presidente para uma gestão coordenada pela sociedade civil, que depois, mais tarde, em outras gestões sofreu outras mudanças. Atualmente, continua atuando no Grupo de Mulheres na Periferia, o GMP, e na Marcha Mundial de mulheres.

Terezinha de Fátima Carneiro da Silva

Teresinha veio para Campinas em 1978 quando o trabalho no campo foi substituído pela máquina. Foi morar na ocupação no Jardim Santa Lúcia. Analfabeta, começou a trabalhar de doméstica diarista para o sustento dos filhos, enfrentando a ausência de creches na região. Envolveu-se com as necessidades das pessoas e participou ativamente na organização do espaço do Plimcec, hoje Centro Comunitário do Santa Lúcia, realizando reivindicações para a Prefeitura que lograram êxito ao longo dos anos de luta. Participou da criação dos Conselhos Municipais da Criança e Adolescentes, da Assistência Social e das Mulheres.

Em 1983 ingressou na associação das domésticas. A partir da própria vivência, por ser mãe de uma pessoa com deficiência, conheceu alunos e professoras da Puc Campinas e empenhou-se para que as crianças com deficiência tivessem atendimento. Foi uma das fundadoras da Federação Nacional das Domésticas (Fenatrai). Foi diretora por dois mandatos na entidade e fez parte da direção do Confederação Latino Americano y Caribe dos Trabalhadores Domésticos. Teve a oportunidade de conhecer vários países e a realidade das trabalhadoras. Em 2011, finalizou a Faculdade de Direito, com o intuito de entender a dificuldade entre o Direito e a proteção da lei. Está na assessoria do Sindicato das Domésticas de Campinas.

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