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Ponte Preta perde a sétima seguida e vê temporada caminhar para um desfecho dramático

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Derrota por 2 a 1 para o Goiás, no sábado (18), amplia jejum da Macaca na Série B. Mais do que os números, preocupa a sensação de que o time perdeu a capacidade de reagir.

A cada rodada, a esperança do torcedor ponte-pretano parece diminuir um pouco mais. No sábado (18), diante de sua torcida no Estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta foi derrotada pelo Goiás por 2 a 1 e chegou à sua sétima derrota consecutiva na Série B do Campeonato Brasileiro. O resultado ampliou para 12 jogos a sequência sem vitórias e aprofundou uma crise que já transforma 2026 em uma das temporadas mais difíceis da história recente do clube.

Mais do que a derrota em si, o que chama a atenção é a repetição do roteiro. A Ponte até demonstra competitividade em alguns momentos, mas volta a cometer erros individuais, perde intensidade ao longo da partida e mostra enorme dificuldade para reagir quando sofre um gol. O problema deixou de ser apenas técnico e passou a atingir também o aspecto emocional da equipe.

Após o jogo, o técnico Márcio Zanardi resumiu o sentimento que domina o elenco ao afirmar que “precisamos parar de errar”. O treinador reconheceu que as falhas têm custado caro e admitiu que a equipe precisa recuperar a confiança para voltar a competir em alto nível.

No entanto, atribuir a crise apenas ao trabalho da comissão técnica seria simplificar um problema muito maior.

A Ponte Preta vive um ambiente de extrema instabilidade há meses. O rebaixamento no Campeonato Paulista foi apenas o início de uma sequência de acontecimentos negativos. Salários atrasados, dificuldades financeiras, restrições para contratações, saída de jogadores, protestos da torcida e as discussões envolvendo a possível transformação do clube em SAF criaram um cenário em que o futebol passou a refletir os problemas vividos fora das quatro linhas.

Os números ajudam a dimensionar a gravidade da situação. A Macaca soma apenas três vitórias em toda a temporada, ocupa a vice-lanterna da Série B e está a 12 pontos do primeiro clube fora da zona de rebaixamento. A sequência de sete derrotas consecutivas é a pior do clube em mais de duas décadas e coloca a equipe cada vez mais próxima de uma campanha histórica, mas pelos motivos errados.

Ainda resta todo o segundo turno pela frente, e matematicamente a permanência continua possível. No futebol, recuperações improváveis acontecem todos os anos. Mas, neste momento, o que mais preocupa o torcedor não é a distância para sair da zona de rebaixamento.

É a sensação de que a Ponte Preta começa a se acostumar a perder.

Quando um clube passa a entrar em campo carregando esse peso psicológico, a tabela deixa de ser o maior adversário. A luta passa a ser contra a perda da confiança, da identidade e da competitividade. Reverter esse cenário exigirá muito mais do que ajustes táticos. Exigirá que a Ponte reencontre o espírito de um clube que construiu sua história justamente pela capacidade de superar adversidades.

Porque, neste momento, a maior missão da Macaca não é apenas voltar a vencer. É voltar a acreditar que pode vencer.

Fotos: Marcos Riboli / PontePress

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